Benavente. “António José Ganhão disse que “gostaria muito que o país estivesse como está o município de Benavente, porque seguramente seria fácil ultrapassar o desgoverno a que conduziram o nosso país”.
A vereadora do PS na autarquia de Benavente mostrou-se preocupada com o facto de não ter ido ainda à Câmara um plano de contingência para a actuação futura. Ana Casquinha considerou fundamental que a população seja informada sobre em que é que a Câmara Municipal vai cortar, “porque as receitas apresentam-se mais baixas e é preciso agir baixando a despesa”, referiu.
Em resposta, o presidente António José Ganhão disse que “gostaria muito que o país estivesse como está o município de Benavente, porque seguramente seria fácil ultrapassar o desgoverno a que conduziram o nosso país, fruto de políticas erradas que nos foram ditas como boas e afinal não foi assim”, criticou.
O autarca garantiu que irá “procurar manter o rigor no que é a gestão financeira desta autarquia” e lamentou a falta de informação sobre a implementação de algumas medidas. “Não sabemos por exemplo se o corte que fizeram ao mapa 19, para o qual também não há nenhuma orientação escrita, ou seja, os 190 mil euros que nos vão retirar, não sabemos se os vão retirar duma vez ou em duodécimos, desconhecemos como será”, explicou. António José Ganhão referiu ainda que “nestas circunstâncias, elaborar um Plano de Contingência e de contenção para a autarquia é impossível, os rigores que necessitamos obriga-nos a ter dados de base que são essenciais para sabermos onde é que, sobretudo no que é o equilíbrio corrente na despesa, vamos ter que retirar dinheiro”.
No entanto, há questões que já estão decididas. Entre elas o facto de a Câmara Municipal não pode admitir ninguém a não ser com carácter excepcional. “Todas as pessoas que passem à situação de aposentação, e a previsão é que sejam 20 este ano, ninguém as irá substituir, porque estamos a diminuir a despesa com o pessoal para que possa ajudar a equilibrar a despesa corrente”, adiantou.
As receitas provenientes de impostos indirectos diminuíram, porque “parou a actividade económica, a construção civil está parada, não há a emissão de licenças, e aqui sim, as taxas de execução são diminutas, isto apesar de se continuar a vender”... (ler mais na edição impressa).


