Benavente. José d'Avó deixou algumas preocupações relacionadas com a necessidade de contenção orçamental por parte da autarquia e a possibilidade de redução do apoio prestado às famílias mais desfavorecidas.
O vereador do PSD na autarquia de Benavente traçou um balanço de meio ano de mandato na Câmara Municipal, levantando algumas questões relacionadas com a necessidade de contenção orçamental, o trânsito na Nacional 118, a saúde, licenciamentos e sinalização nos aglomerados urbanos.
Em tempos de crise, José d'Avó deixou algumas preocupações relacionadas com a necessidade de contenção orçamental por parte da autarquia e a possibilidade de redução do apoio prestado às famílias mais desfavorecidas. Em matéria de saúde, o autarca lamentou o facto das extensões de saúde da Barrosa, Santo Estêvão e Porto Alto estarem ainda encerradas devido à falta de médicos.
Sobre este assunto, o presidente da autarquia, António José Ganhão recordou que “fomos ouvidos até pela Ministra, mas as consequências é que não se fizeram sentir ainda. A informação que tenho é: que estamos dependentes do Secretário de Estado e do Ministro das Finanças. Irei estar com o Secretário de Estado ligado ao Ministério das Finanças e não deixarei de colocar esta questão, ou seja, o facto de ter sido dito pelo Presidente da ARS que o médico do Porto Alto não estava colocado porque carecia de autorização do Ministério das Finanças”. O edil acrescentou que “perante a falta de médicos têm todos que tentar as consultas de recurso através de empresas que contratam médicos aposentados ou que estão fora do serviço nacional de saúde”.
António José Ganhão deixou ainda uma crítica relativa à colocação de médicos no Serviço Básico de Urgência em Coruche. “Parece que é mais fácil conseguir médicos para Coruche do que para Benavente, apesar de nós estarmos mais próximos de Lisboa, com maiores necessidades e a precisar mais de médicos”.
Em matéria de sinalização, nomeadamente de obras particulares e municipais, José d'Avó considerou que o trabalho tem sido feito de forma deficiente, causando alguns problemas. O presidente da autarquia referiu que “em todas as obras municipais existe um plano de segurança em obra que é obrigatório e há um director de fiscalização em obra, para aquilo que devem ser os serviços de fiscalização e da GNR e outras entidades”. Ainda assim, o autarca admitiu que “verificam-se deficiências e há questões que são simples e para as resolver bastaria que houvesse a consciencialização da importância que elas têm, porque há facilitismo claramente”. “Vamos estar atentos dentro do possível, para que a nossa actuação posso ser o mais eficiente possível”, rematou.
O autarca social-democrata alertou ainda para o que considera “concorrência desleal, sobretudo por parte da comunidade chinesa, bem como relativamente aos vendedores de beira de estrada”. António José Ganhão garantiu que “os serviços de fiscalização têm feito o seu papel, isto é, têm feito as notificações de todos aqueles que estão à beira das estradas nacionais, alertando-os de que não podem exercer essa actividade nestes locais e informam mesmo que, uma vez que estão em território de jurisdição das Estradas de Portugal”... (ver mais na edição impressa).


